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Tenho um tumor no cérebro. O que isso pode ter a ver com minhas emoções e espiritualidade?

Tenho um tumor no cérebro. O que isso pode ter a ver com minhas emoções e espiritualidade?

P: “Recentemente descobri um tumor no meu cérebro (um microadenoma na hipófise), não sei se é do mesmo tipo que seu namorado teve… Gostaria de saber que tipo de relação pode ter este tumor com minha vida espiritual, mental ou emocional. Sou psicóloga, casada e nunca imaginei que passaria por isto. Como o tumor influencia na fertilidade, fico preocupada pois não tenho filhos. Sinto desconfortos gástricos e penso em me tornar vegetariana… Sinto que preciso realizar uma grande mudança em minha vida mas não sei por onde começar… O que fazer?”

R: Existe um livro bastante interessante chamado “A Linguagem do Corpo”, de autoria de Cristina Cairo, cuja leitura recomendo a todos que desejam entender um pouco mais das ligações inconscientes entre mente e corpo no que se refere aos estados de saúde e doença. Então, muito do que vou abordar aqui é a compreensão de sua doença dentro da linguagem abordada neste livro. Caso queira aprofundar-se um pouco mais, sugiro que leia outro livro chamado “A Doença como Caminho”, que também poderá te proporcionar ótimos insights sobre o processo de adoecimento. Então, ficam as dicas. Agora vamos ao que verdadeiramente interessa!

Vou começar a responder sua pergunta citando uma Sutra Sagrada da Seicho-No-Ie que, a meu ver, guarda estrita relação com o assunto que você está trazendo à tona. É a Sutra Sagrada Kanro-no-Hoou, que diz:

‘Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra. Quando houver a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra, tudo será teu amigo. Quando todo o Universo se tornar teu amigo, coisa alguma do Universo poderá causar-te dano. Se fores ferido por algo ou se fores atingido por micróbios ou por espíritos baixos, é prova de que não há reconciliação entre ti e todas as coisas do céu e da terra…”.

Existe, para grande parte das filosofias orientais, uma relação entre mente e corpo que não pode ser desfeita na compreensão das doenças de modo geral, mas que se mostra especialmente importante quando falamos da formação de massas e tumores. Para a medicina chinesa, por trás de toda a formação de tumores existe uma grande estagnação de energia ocorrendo, que por sua vez leva a estagnação de sangue e subsequente formação de massas. E nada estagna mais a energia do que questões emocionais mal resolvidas.

O tumor que você tem não é o mesmo do Ricardo (um neurocitoma, igualmente benigno) mas, apesar de não serem câncer, na compreensão psicossomática os tumores cerebrais são compreendidos psicoemocionalmente da mesma forma que os cânceres, por sua delicada localização e pelo fato de seu crescimento influenciar em outras estruturas cerebrais. E quando pensamos em câncer, a primeira coisa que temos que ter em mente é: conflitos relacionais.

Existe uma dinâmica de funcionamento bastante característica das pessoas que sofrem destes males que é serem indivíduos bastante ressentidos (re-sentidos, de sentir a mesma coisa de novo e de novo e de novo). Pessoas que guardam sentimentos, que não se sentem no direito de sentirem o que estão sentindo e de se experimentarem com relação às outras pessoas como se experimentam. É como se a mágoa arrastada durante muito tempo tivesse o poder de desarmonizar seu universo, a ponto de causar distúrbios celulares.

Leia aqui um texto que explica com muitos detalhes o modo como eu compreendo o ser humano e a ideia dos 4 corpos ditos inferiores, na visão da Bioenergia e, depois de ter lido, reflita comigo: o corpo físico percebe estímulos que são interpretados pela mente, que gera pensamentos, que acarretam em sentimentos, que são projetados em nosso campo eletromagnético ou energético que, por sua vez, penetram o corpo físico. É exatamente desta forma que as mágoas experimentadas, ressentimentos vividos, perdões não dados e vínculos relacionais não saudáveis penetram nosso corpo causando doenças.

Se eu pudesse te dar um conselho seria: perdoe. Perdoe absolutamente todas as pessoas com as quais você julga possuir um vínculo doentio. Todas as pessoas que você sente que te trouxeram coisas ruins. Todas as pessoas que, um dia, cruzaram o seu caminho e deixaram um gosto amargo na sua boca. E, mais do que simplesmente perdoar: reverencie a existência de cada uma delas. Elas foram professores excelentes que te proporcionaram aprender sobre suas próprias fragilidades e vulnerabilidades. Talvez você não tenha aprendido o que tinha que aprender, pelo tamanho da dor que sentia e por todos os medos que te acometiam. Mas elas foram professores, mestres, a te posicionar sobre onde realmente você estava naquele momento.

Se uma doença existe é porque o inconsciente retém lembranças negativas. Decida se curar, para começar, e procure de todas as formas sair da posição de vítima que invariavelmente nos seduz sempre que enfrentamos um problema sério de saúde. Faça planos, confie na vida e no Universo. Liberte-se de si mesmo e de seu próprio Ego. E, se não for capaz de fazer isso por si só, procure toda a ajuda com a qual puder contar. Aprenda a silenciar sua mente. Coloque em prática todas as coisas que você sente serem importantes neste momento para o seu processo – virar vegetariana, por exemplo, se é algo que te vem à mente. Faça absolutamente TUDO o que puder para se tornar uma pessoa maior e melhor. E mais do que isso: permita que a própria doença te transforme. Reveja seus valores. Você fala da questão de ter filhos… Não será hora de começar a planejá-los, então? Você menciona a necessidade de fazer uma grande mudança em sua vida: então FAÇA!

Evidentemente, existem inúmeras pessoas que vão te dizer que isso é genético, que talvez você tenha nascido com este problema, que essa questão emocional é blablabla… Mas acredito que, se você me procurou, sabe no que eu acredito e do modo como penso. Por isso: olhe para si mesma e faça tudo aquilo que depende de você. E esteja confiante que, caso você plante uma semente de autocuidado e plenitude, o Universo não terá outra alternativa a não ser germiná-la.

Paz e bem!

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