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SOBRE PEDRAS, TIJOLOS E EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA

Esta semana ouvi uma história que me inspirou muitas reflexões e que, em última análise, desencadeou nesta postagem aqui no BLOG. É a história de um homem que caminhava pela estrada levando uma pedra em uma mão, um tijolo na outra e um saco de areia nas costas. Depois de muito andar, o homem encontrou uma pessoa que lhe perguntou: “Você parece tão cansado, por que carrega na mão uma pedra tão pesada?”. E o homem respondeu, “estranho! Eu nunca havia reparado que estava carregando esta pedra”.

Depois de andar mais um pouco sentindo-se muito melhor, passou por outra pessoa que lhe perguntou: “Viajante! Diga-me por que é que caminha por aí segurando um tijolo tão pesado na mão!”. E o homem, novamente, apercebeu-se do peso que trazia agarrado à mão e, mais uma vez sem saber o motivo exato de carregar o tijolo posto que nem mesmo havia se dado conta de sua existência, dispensou-o e seguiu caminhando, mais uma vez, muito mais leve.

Alguns quilômetros de caminhada depois, mais uma pessoa se aproximou e questionou: “Mas você parece tão cansado, por que é que está carregando este saco de areia tão pesado nas costas?”. E, uma última vez, o viajante respondeu que não sabia o porquê de carregar o saco de areia nas costas e que, na verdade, não havia se dado conta de que tinha um saco de areia preso a seu corpo.

E então o homem livrou-se de todo o peso extra bem depressa e, sem sentir-se cansado, simplesmente voltou a caminhar, muito mais leve, sereno e livre.

Esta história nos convida a refletir sobre a quantidade de vezes em que o mesmo acontece conosco. Estamos exaustos e exauridos, cansados até o último fio de cabelo e, sem perceber, estamos carregando centenas de quilos desnecessários nas costas, nos pensamentos e no coração. E vejam bem que interessante: o problema não era O TIJOLO, ou A PEDRA ou, ainda, O SACO DE AREIA. O problema era a FALTA DE CONSCIÊNCIA do homem acerca de tudo o que carregava sem nem saber o porquê.

Todos nós temos alguma espécie de carga que nos rouba a energia. Às vezes são hábitos antigos que, sem que tenhamos percebido, tornaram-se nocivos. Em outras situações podem ser dinâmicas de relacionamento que, no momento em que foram estabelecidas, faziam sentido e eram cabíveis mas, que com o passar do tempo, se tornaram desnecessárias e contraproducentes. Em casos extremos, podemos fazer exatamente o mesmo com relações: quantos de nós não caminham pela vida arrastando relacionamentos que não nos servem mais nas costas, tal qual o viajante da história fazia com sacos de areia. E, no entanto: talvez o problema não sejam os hábitos, ou as dinâmicas de relacionamento ou, até mesmo, os relacionamentos em si. Talvez o problema seja nossa falta de percepção para o fato de que estas coisas se transformaram em pesos que estamos carregando e que, inevitavelmente, drenam nossa energia.

Muita gente me pergunta, “Mas ao final das contas, com o que você trabalha?”. E minha resposta é esta: expansão da consciência e desenvolvimento pessoal. Porque uma coisa conduz, inexoravelmente, à outra. Quando expandimos nossa consciência nos desenvolvemos. Quando tomamos contato com aspectos nossos que não sabíamos que existiam podemos, talvez pela primeira vez de forma consciente, escolher se queremos continuar carregando as pedras, tijolos e sacos de areia da vida.

Evidentemente: nem sempre é simples fazer a escolha de largar as coisas que não nos servem mais e simplesmente não carregá-las mais. Muitas vezes esbarramos em resistências a abandonar determinadas posturas, mudar algumas atitudes, desfazer condicionamentos até, finalmente, sermos capazes de assumir determinadas condutas que nos permitam seguir mais leves e descansados pela vida. Mas a beleza é justamente esta: o processo de nos desenvolvermos, não apenas o “chegar lá”, seja lá onde este lá fique.

Além disso: não importa a quantidade de resistências que encontremos, elas na verdade são apenas indicativos de que estamos enxergando novos horizontes. Nossas resistências apenas nos apontam que estamos conseguindo enxergar um pouco mais longe do que enxergávamos há dez minutos. Em última análise, até as resistências são bem-vindas, pois são indícios de que existe um trabalho interno sendo realizado. Antes não existia trabalho nenhum, apenas o desgaste de seguir pela vida portando carga desnecessária. Antes não existia nada a não ser pedras, tijolos e sacos de areia que você nem sabia que existiam.

Pense nisso!

Namastê ♡

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  • Flavia Melissa

    Sobre

    Flavia Melissa é psicóloga, educadora emocional e criadora do Portal Despertar, uma plataforma online auxiliar do processo de autoconhecimento que vem transformando a vida de centenas de pessoas. Considerada pelo Estadão uma das 14 Youtubers brasileiras para conhecer e acompanhar, lançou seu primeiro livro em janeiro de 2017, que entrou para a lista dos mais vendidos da Veja logo no pré-lançamento.