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Permitir os sentimentos e corrigir os pensamentos? Como assim?

Permitir os sentimentos e corrigir os pensamentos? Como assim?

P: “Em um dos vídeos falas para nos entregarmos às nossas inseguranças e as vivenciarmos… Em outro, para aplicarmos a técnica Stop. O que é melhor? Pois estou sempre achando que vou perder, que sou menos que outras pessoas por isso minha insegurança, pois tudo parece mais atrativo e melhor do que eu.”

R: Sua pergunta é extremamente importante, porque realmente, em um primeiro momento, a ideia de aceitar sentimentos e corrigir pensamentos pode parecer bastante confusa. Mas a resposta para sua pergunta está nela mesma: sentimentos devem ser respeitados e, pensamentos, corrigidos. Mas para que qualquer pessoa que esteja lendo esta resposta compreenda, o vídeo com a técnica STOP está disponível clicando aqui.

Agora sim, vamos lá. De acordo com a Bioenergia, são 4 os corpos que possuímos nesta realidade tridimensional – na verdade existem muitos outros, mais superiores e espirituais mas, ao pensarmos na vida material, são 4 os nossos corpos. E estes corpos diferenciam-se uns dos outros de acordo com a vibração energética de cada um deles e, consequentemente, com o nível de densidade que eles possuem.

O primeiro é o corpo físico, o mais denso de todos. O corpo físico é o nosso grande hardware, captador de estímulos – é nosso “peão” neste enorme jogo de tabuleiro chamado “Experiência humana na Terra”. Sem ele, não acontecem as experiências. Para que possamos “navegar” por aqui, precisamos de um veículo carnal que nos forneça dados fundamentais para nossa sobrevivência. Estes dados, captados pelos 5 sentidos, são de suma importância para nossa experiência. Olfato, visão, audição, tato e paladar são fundamentais para que a experiência ocorra a contento e não morramos antes de concluir minimamente o que viemos fazer aqui. Porque se morrermos, acabou o jogo. Sem peão não tem jogo de tabuleiro, do mesmo modo que sem corpinho não tem experiência sendo captada.

Mas não basta apenas captar a experiência – é preciso interpretá-la. E, para que esta interpretação aconteça precisamos de um “software” implantado no “hardware”, que é nosso segundo corpo e se chama Mente. O corpo mental é fundamental para que as percepções captadas pelo corpo físico façam algum sentido. Do mesmo modo como o corpo físico percebe, o mental PENSA. Pensamentos são subprodutos da função de interpretação que o corpo mental desempenha. Para facilitar a compreensão, coloquemos as coisas da seguinte forma: do mesmo modo que o coração bate e o estômago digere, a mente pensa. A MENTE, uma parte de você. Não é você quem pensa, algo em você pensa. Você é muito mais do que apenas seus pensamentos.

E o motivo do corpo mental ser o segundo mais denso se dá justamente pela dependência que ele tem do corpo físico. Para pensar precisamos de um CÉREBRO, um local físico onde os pensamentos acontecem. Precisamos de neurotransmissores e de neurônios. Sem sinapses não existem pensamentos. Quanto mais saudável o corpo físico, mais potencialmente saudáveis serão os pensamentos.

Além de seus pensamentos, você é também seus sentimentos. E o terceiro corpo da Bioenergia é, justamente, o corpo emocional. Para entender as emoções, pensemos em um lago, com a superfície lisa e plana, refletindo o céu azul. Você pega uma pedra e joga dentro do lago: a pedra afunda e pequenas ondas são produzidas. Conforme elas se afastam do ponto onde a pedra caiu, elas vão se desaparecendo. Até que, algum tempo depois, a superfície do lago volta a ser plana e a refletir o céu azul.

 O lago é seu corpo físico. A pedra é um pensamento. E as ondinhas produzidas pelo ato de jogar a pedra no lago são as emoções: uma reverberação do corpo mental no corpo físico. Existe 4 emoções básicas: alegria, tristeza, medo e raiva. Estas quatro emoções, combinadas em diferentes proporções, dão origem a todas as emoções mais complexas como compaixão, fé, arrependimento ou amor.

 E o quarto e último corpo, o mais sutil de todos e menos denso e é o corpo energético. Voltando ao exemplo da pedra sendo jogada no lago formando ondulações: o campo energético pode ser descrito como o alcance destas ondas – até onde elas vão. Os estudiosos de Kirliangrafia – ou Fotos Kirlian – dizem que o raio deste corpo energético é dois metros e meio, o que significa que dois metros e meio para frente, para trás, para os lados, para cima e para baixo de você, você ainda é você – por mais que não consiga enxergar.

Evidentemente, seu corpo energético penetra seu corpo físico (os meridianos de energia descritos pela Medicina Chinesa e o sistema de Chakras da Medicina Ayurveda explicam muito bem como isto acontece). Quanto mais emoções de alta vibração energética possuímos, mais amplo é o corpo energético; e o contrário também é verdadeiro. Clique aqui e veja uma foto que postei no Facebook semana passada que mostra com bastante precisão como os nossos sentimentos afetam nosso corpo físico e note, especialmente, como a felicidade literalmente nos preenche enquanto a tristeza faz com que sejamos engolidos por nós mesmos.

Então, voltando à sua pergunta: as emoções são consequências dos nossos pensamentos. Quanto mais limitantes e negativos e pessimistas e distorcidos nossos pensamentos forem, mais negativas serão nossas emoções e mais negativa será sua ação sobre nosso corpo energético e, consequentemente, sobre o físico também – e como nossos pensamentos dependem da saúde de nosso corpo físico, o ciclo vicioso se retroalimenta produzindo pensamentos cada vez mais distorcidos, negativos e de baixa vibração energética. Para interromper este processo de retroalimentação, o que te parece mais lógico? Continuar jogando pedras e tentar conter as ondas? Ou criar técnicas e estratégias para que as pedras lançadas sejam, cada vez mais, positivas e possibilitadoras?

As ondas sempre diminuem de tamanho e força conforme se afastam do local onde a pedra caiu. Elas, por si só, desaparecerão. Contê-las só vai fazer com que o processo demore mais e mais para ser concluído. As emoções, como o próprio nome diz, têm a característica de mobilidade – por isso, tentar contê-las e não permitir que elas fluam é o que de mais contraproducente você poderá fazer. Em sentido contrário, se você simplesmente permitir que elas aconteçam e que se movimentem, elas rapidamente se esgotarão, dando espaço para novas emoções. E assim por diante, indefinidamente, uma sucedendo a outra, continuamente.

Os pensamentos, por outro lado, podem ser vigiados e corrigidos para que adquiram características cada vez mais positivas. “Orai e vigiai”, já disseram, há milênios atrás. A nós, só resta fazê-lo.

Namastê _/\_

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