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Práticas energéticas e estresse

Práticas energéticas e estresse

O estresse é o conjunto de respostas físicas e emocionais que surgem em resposta a um estímulo que gera desconforto e instabilidade psíquica a um indivíduo. O termo estresse foi emprestado da física, campo de conhecimento no qual aparece ligado aos conceitos de atrito e tensão. Assim, o estresse humano pode ser traduzido como um ou vários episódios de tensão, que acarretam em sofrimento físico e mental

para o ser humano.

Muito presente na vida cotidiana, principalmente nas grandes cidades, em que os estímulos estressores são variados e frequentes (trânsito, criminalidade, problemas sociais e etc), o estresse vem sendo casa vez mais apontado como um dos principais fatores de adoecimento na sociedade atual, e suas consequências podem ser graves e até mesmo fatais.

Nos últimos anos muito têm sido dito a respeito do estresse, de suas causas e consequências e, nas livrarias, existe um sem número de livros e revistas que se destinam a ensinar ao leitor como manejar este fenômeno de modo que sua qualidade de vida não seja comprometida. O problema parece estar na capacidade dos leitores colocarem estes ensinamentos em prática, pois o estresse possui vários aspectos e facetas diferentes, impossibilitando que a resolução do conflito seja fácil.

As tradições orientais vêm se dedicando, há milhares de anos, a tratar e reduzir os efeitos do estresse na saúda física e mental de seus pacientes. Hoje em dia, felizmente, muitos são os médicos que recomendam ferramentas integrativas a seus pacientes como possibilidades interessantes de manejo do estresse. A meditação, Yoga e outras recomendações como a acupuntura e massagens têm sido cada vez mais consideradas ferramentas complementares à terapêutica tradicional, e não mais “alternativas”, como até pouco tempo atrás eram consideradas.

 

Fluência energética e estresse

Um dos princípios fundamentais do conceito de saúde dentro das tradições orientais é o de que para que haja saúde, torna-se necessário que a energia do corpo (Qi, na Medicina Chinesa, ou Prana, na tradição Ayurvedica) circule livremente pelos canais de energia do organismo, nutrindo adequadamente órgãos e tecidos. Caso esta energia não esteja em livre fluxo e estagne, a nutrição dos tecidos e órgãos do corpo estará inadequada e a saúde se torna comprometida. Diante deste quadro, todas as técnicas citadas anteriormente atuarão no sentido de restabelecer este livre fluxo de energia. Na acupuntura e massagem, a estimulação de determinados pontos do corpo onde a energia se concentra e se torna mais forte através de agulhas e dos movimentos ritmados facilita o processo de desestagnação.

Uma das características principais das tradições orientais é a visão holística do ser humano, o que significa que mente e corpo são apenas duas expressões desta energia que corre dentro do organismo. Ao contrário da compreensão da Medicina Ocidental, cuja tendência é setorizar o ser humano em partes que deverão ser tratadas independentemente umas das outras, as medicinas orientais compreendem que mente e corpo são apenas duas faces de uma mesma moeda: em uma está escrito “cara”, em outra, “coroa”. Mas a moeda é absolutamente a mesma. 

Desta forma, órgãos, tecidos e emoções não são terrenos distintos entre si, e sim correspondentes. Para a Medicina Chinesa, cada órgão do corpo possui uma emoção associada a ele e está relacionado a uma direção do fluxo de energia dentro do corpo: para baixo, para cima e em todas as direções. Do mesmo modo que uma emoção, quando em excesso, se torna patológica e pode lesar um órgão, um órgão cujo funcionamento não esteja adequado também pode causar uma emoção patológica.

Durante as práticas energéticas como Meditação, Qi Gong ou Yoga, todos nós temos a possibilidade de movimentar, desestagnar, fortalecer e fazer circular as energias que encontram-se profundamente estagnadas nos casos de estresse. Dependendo do tipo de asana, no Yoga, ou da rotina de Qi Gong ou meditação, trabalhamos o físico ao mesmo tempo em que trazemos o mental para o aqui e agora, aquietando os pensamentos e despertando nossa atenção para dentro de nosso templo sagrado – nosso corpo – e não para fora dele. Coordenando movimentos físicos, respirações e visualizações criativas, nos tornamos capazes de fazer nosso corpo funcionar em níveis vibratórios diferentes, mais elevados. Percebemos que a vida acontece no aqui e agora, e que a tão sonhada felicidade não vai estar no fim do trânsito, ou da criminalidade, ou dos problemas financeiros, mas que talvez esteja no desenvolvimento de recursos para lidar com as situações estressoras de forma mais harmônica, leve e equilibrada.

Muda, que quando você muda o mundo muda com você.

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