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Como me livrar dos pensamentos negativos?

Como me livrar dos pensamentos negativos?

P: “Gostaria de saber como faço para me livrar de pensamentos negativos. Fiz uma experiência de “frear” todos os pensamentos nocivos que aparecesse na minha cabeça por um dia e fiquei assustado com a quantidade de vezes que me peguei tentando me livrar desses pensamentos limitantes, aparecem o tempo todo! O que fazer para me livrar deles?”

R: Antes de qualquer outra coisa, quero te convidar para assistir a um vídeo em que ensino uma técnica bem bacana para domínio dos pensamentos negativos. Clique aqui e assista ao vídeo! É uma ferramenta bastante eficiente e que pode ajudar muito nesta sua tarefa de “freio” dos pensamentos negativos.

Uma coisa importante e que também pode ajudar muito no controle dos pensamentos negativos é a meditação. E não porque quem medita pensa menos coisas negativas do que quem não medita, mas pelo fato de que o hábito de meditar te orienta a estar presente no momento presente, e dificilmente os pensamentos negativos se referem a coisas que estão acontecendo no aqui e agora. Geralmente o que desencadeia os pensamentos é um gatilho presente no aqui e agora, mas o pensamento vai longe, um liga ao outro, se ramifica, se espalha pela mente e, de repente, quando você se dá conta, nem sabe qual foi o primeiro pensamento que te levou nesta direção. Então clique aqui e familiarize-se com técnicas bastante simples de controle da mente e aprenda como fixar a sua atenção no aqui e agora!

Outra coisa bem interessante no que se refere ao processo de pensar é a utilização de afirmações positivas. A autora que mais desenvolveu livros e trabalhos na área das afirmações positivas foi Louise Hay, e existem uma série de publicações, audiobooks e até mesmo aplicativos para celular, tablets e iPods que te darão mais conhecimento sobre o assunto… Eu recomendo fortemente e, inclusive, o próximo artigo do site será justamente sobre a importância e eficácia do uso das afirmações positivas! Assine o site e receba as novidades!

Entretanto, mais do que ferramentas ou técnicas para que você aprenda a controlar os pensamentos, acho importante entender o porquê dos pensamentos existirem. Pensamentos, antes de qualquer outra coisa, são comportamentos – por mais difícil que seja pensar em pensamentos desta forma. Mas a verdade é que quando você pensa de uma forma ou de outra você está se comportando de uma forma ou de outra. E quando falamos em comportamentos é impossível não citar a seguinte máxima, que abre um leque gigante de possibilidades diferentes: CRENÇAS determinam comportamentos. Na verdade os pensamentos negativos são como maçãs, o que gera estas maçãs é uma árvore chamada SISTEMA DE CRENÇAS. Em resumo: tudo aquilo que você acredita sobre si mesmo, sobre as outras pessoas e sobre o mundo no qual você vive.

Só existe um pequeno porém, quando falamos em sistema de crenças: nem sempre nossas crenças são conscientes. Por exemplo, eu posso ter uma crença extremamente limitante do tipo “não sou amado” ou “sou uma decepção”, e esta crença funcionar em um nível absolutamente inconsciente enquanto, a nível consciente, eu tenho plena certeza e convicção de que sou muito amado. Afinal, uma crença como esta, “não sou amado”, é uma crença bastante generalista não? Afinal, se não sou amado, não sou amado por quem? Por todas as pessoas do planeta Terra? Eu nunca fui amado? E acredito que nunca serei amado? E o que é, afinal, ser amado? Ora, pensar em uma crença assim, “não sou amado” é algo totalmente estranho e surreal, certo?

Levando-se em consideração a lógica que rege nosso consciente, sim. Falta informação nesta afirmação, “não sou amado”; é generalista demais! Mas, levando em consideração o funcionamento de nosso amiguinho inconsciente, que reúne de 95 a 97% de nossa energia e vida mental, faz todo o sentido do mundo. E faz sentido porque o inconsciente funciona de acordo com 3 modelos de ação: omissão, distorção e generalização. Então, em algum momento da sua vida você viveu algo que distorceu, omitiu e generalizou e isso virou crença.

Qualquer coisa pode desencadear esta cascata de aprendizados que se transformam em crenças. Qualquer motivo pode ser um motivo bom o suficiente para que isso aconteça desta forma. Sua mãe pode ter engravidado e, ao receber a notícia de que você ganharia um irmãozinho você pode ter entendido que por algum motivo não havia sido bom o suficiente para que seus pais não sentissem vontade de ter outra criança para amar. Você pode ter entendido que seus pais não o amavam, omitido a origem deste sentimento, distorcido e feito uma compreensão de que na verdade seus pais não o aprovam ou apoiam na vida e generalizado para todas as outras situações de sua vida. Então, se você faz uma sugestão para seu chefe e ele não aprova, pronto: bate na crença. E o sentimento que vem à tona é algo muito infantil, que talvez você não entenda, julgue e, até mesmo, se envergonhe. E você não entende o porquê, tudo o que você sabe é que se sente abandonado e sem razões para se orgulhar de si mesmo, tudo o que você sabe é que sente um mal-estar conhecido, muito conhecido. E você começa a pensar que nada do que você propuser a ele dará certo.

Pensamentos negativos são maçãs. Sempre existe uma crença limitante por trás de todo pensamento negativo e, ao menos na minha opinião, é muito importante compreender o que é que está alimentando a sua macieira. Caso contrário, você pode passar a vida apenas colhendo as maçãs podres, apenas podando os galhos, apenas adubando a árvore, sem nunca compreender, de fato, o que é que está sustentando suas raízes. É importante aproximar-se de seu inconsciente, este “gigante adormecido”, e compreender quais são as crenças inconscientes que vêm dominando a sua vida sem que, muitas vezes, você sequer se dê conta de que elas existem. É importante tornar-se íntimo do que acontece dentro de você sem que nem você mesmo saiba que existe.

Como estava escrito na entrada do oráculo de Delfos, “Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”. “Conhece a verdade e a verdade o libertará”, disse Cristo, 600 anos depois. Todos os caminhos apontam na mesma direção: caminhe para dentro de você e tudo, ainda que sofrido, vai começar a fazer sentido.

Namastê.

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