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Minha resposta ao email de uma leitora

P: Oi Flavia! Resolvi mandar esse email pq gosto muito de você, seu trabalho já me ajudou muito. Olha só, te acompanho há anos. Fiquei assustada com o fato de você mandar um email me “cobrando” que eu não abri um outro email que você mandou, e justificou isso por causa do seu signo… Olha esse seu email parece um email da Paula Abreu… Não gosto da abordagem dela, acho falsa… Ela não tem formação em Psicologia como você, enfim…. Espero que esse email meu faça sentido p você como vários toques que você dá em seus posts e vídeos fazem para mim.

Não sei o que está acontecendo na sua vida enfim, mas acho que o seu sucesso vem do seu despreendimento. Eu não gosto das estratégias da Paula Abreu. Considero extremamente falsas e manipulatórias… Sempre comeca com um papinho e aí Pum, uma coisa para você comprar…
Não li o primeiro email nem sei porque, e não lerei esse pporque eu leio o que eu quero, quando quero. E é bem deselegante insistir, e eu acho que você não é uma pessoa deselegante, então eu acho que esse seu marketing tá meio equivocado.
Grande abraço!
R: Oi D., Namastê!

Tudo bem? Minha assessora recebeu o seu email e me encaminhou, com seus feedbacks a respeito do email que eu enviei para a minha lista no dia de ontem. Ela me enviou seu email e eu resolvi te responder pessoalmente porque senti no meu coração de expandir um pouco o que você me escreveu.

 

Eu aprecio demais a sua sinceridade e o tempo que você investiu em me escrever este email, então resolvi parar tudo o que eu estava fazendo para ser sincera e investir um tempo também para te escrever. Porque eu sempre acho interessante como as pessoas enxergam as mesmas coisas de modos diferentes, sabe? Por exemplo, ao mesmo tempo em que recebemos o seu email, recebemos vários outros emails de pessoas agradecendo o fato de eu tê-las lembrado de ler o email. E ao mesmo tempo em que você fala de como a Paula vem “de papinho” antes de indicar algum produto pago, tem gente que AMA os insights que ela proporciona. E se ela vai vender alguma coisa depois ou não, tanto faz né? Porque ninguém é obrigado a comprar nada, e as palavras ali vão estar ali para proporcionar os insights de qualquer forma.

 

Sabe, D, uma coisa que eu aprendi nos últimos 5 anos de redes sociais é que é impossível agradar a gregos e troianos. Um tempo atrás o seu email teria me deixado arrasada, mas hoje consigo lidar melhor com as críticas e perceber que, por melhores que sejam as intenções, a boca só fala do que o coração está cheio. Você me disse que várias vezes te ajudei com sacadas em minhas postagens, e quando li seu email senti muita vontade de, talvez, te ajudar com mais algumas. Sei que você não está me pedindo por isso, assim como não me pediu para eu te lembrar para ler o email que você não abriu. Mas resolvi dizer mesmo assim, porque sim, eu sou escorpiana com lua em gêmeos e ascendente em capricórnio (cara, verdade, isso me faz ser mandona – por mais que você também ache que dei isso como “desculpa”…)

 

É inevitável não ler o seu email e sentir um julgamento brutal de sua parte contra quem “vende” alguma coisa. Eu não sei o que você faz para viver, mas de qualquer forma deve vender o seu tempo em troca de dinheiro – o que chamamos de trabalho. E se você é dona de casa e cuida do lar e dos filhos, com certeza alguém vende o próprio tempo para pagar as contas. Porque, então, o julgamento contra quem vende? Porque tanta resistência com pessoas que dão conteúdo gratuito mas que, quando acham que devem e pelos motivos que as cabem, resolvem vender o que acham que pode ser interessante para o próximo?

 

Sabe porque estou te dizendo isso? Porque já fiz isso. Já apontei o dedo para quem vendia, chamando esta pessoa de aproveitadora. Mas, depois de conhecer a Paula e entender melhor o mundo do marketing digital, fiquei de verdade envergonhada dos julgamentos que fiz um dia, porque a estratégia do marketing digital é maravilhosa. E a estratégia é: dar material gratuito. Proporcionar a mudança e a transformação em milhares de pessoas. Quem pode, compra os produtos. Quem não pode, conta com o material que é distribuído gratuitamente. Você mencionou a Paula, então eu vou te dizer da Paula – mas poderia falar de outras pessoas também. 80% do material da Paula é gratuito – qual o problema dela cobrar prá produzir os outros 20%?

 

A verdade é que todos nós temos muita dificuldade em valorizar quem vende ajuda, mas tudo bem um jogador de futebol ganhar milhões. E eu super compreendo e respeito o seu ponto de vista, mas de modo algum posso concordar com a sua opinião de que o meu marketing está equivocado. Porque o meu marketing continua sendo o de sempre: ajudar no processo de despertar do maior número de pessoas para a espiritualidade para a vida cotidiana. Se este despertar se dá por um video meu ou de uma de minhas melhores amigas, para mim, tá valendo.

 

Espero de coração que você sinta o tom afetuoso que esteve comigo o tempo todo em que respondi seu email. Porque estou me despedindo com um sorriso nos lábios e extrema gratidão por seu feedback, que me deu a oportunidade de refletir um pouco mais sobre meus passos e minha missão nesta vida!

 

Com todo o meu carinho e gratidão por nossa coexistência,
Flavia.

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