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Lei da Atração: como parar de vibrar o que não quero viver?

Lei da Atração: como parar de vibrar o que não quero viver?

P: “Já faz muito tempo que me interesso e leio sobre cocriação e Lei da Atração. Entendo o conceito de que atraímos o que sentimos. A minha dificuldade é, justamente, mudar o sentimento. Não consigo deixar de concentrar minhas energias em como não gosto da situação, em como odeio a situação, em como queria uma situação diferente… me sinto culpada por me permitir ficar presa nessa pensamento… Uma incompetente! Me sinto como uma viciada! Por favor, me dê uma dica para efetivamente interiorizar a aceitação e abandonar a resistência”.

R: Eu concordo, em gênero, número e grau que é difícil pacas não se deixar levar por pensamentos relacionados ao que a gente não quer que aconteça. Ninguém no Universo tem esta facilidade, então em primeiro lugar é importante que você saiba que você não é nenhuma incompetente por causa disso, ok? Esta dificuldade está tatuada em cada um de nós porque somos frutos de uma sociedade que foca muito mais sua energia nas coisas que deseja evitar no que naquilo que quer realizar. O medo é o sentimento por trás desta dinâmica e, por isso, romper estes padrões de sintonia com o que não desejamos viver é fundamental.

Como eu disse anteriormente: ninguém no Universo tem esta facilidade. O que pode levar à próxima pergunta: mas como então eu desenvolvo esta habilidade, ainda que a certo custo? A resposta é simples, porém difícil de ser exercitada: troque seu pensamento. Trocar o pensamento? Como assim?, você pode me perguntar. E eu vou te responder exatamente isso: troque seu pensamento. E seus sentimentos e emoções acompanharão esta mudança.

Os pensamentos são subprodutos do funcionamento de nosso corpo mental, apenas isso. O coração bate, os pulmões se inflam, os intestinos excretam, a cabeça pensa. Se vivêssemos em meio à Natureza, nosso habitat natural, e tivéssemos uma vida  semelhante à que tinham nossos antepassados mais distantes, dificilmente nossos pensamentos seriam problemas para nós.

Pense comigo: em uma realidade em que não existe água encanada, lojas de conveniência e supermercados 24 horas a cada esquina, residenciais com segurança 24 horas e nem sistema de transportes, concorda que sua cabeça estaria 24 horas por dia empenhada na sua sobrevivência? Aliás, não apenas sua: sua e de seus 10 filhos, pois seria uma realidade em que também não existiriam métodos anticoncepcionais.

Seus pensamentos seriam: “O que vou comer? Onde existe água pura mais próxima de mim? Será que vai chover? Preciso construir um abrigo para minha prole. Acho que ouvi alguma coisa, talvez seja um urso. Ou um tigre. Vou me esconder”. Sim: 24 horas por dia. Você não teria tempo para pensar na morte da bezerra, porque a bezerra não podia morrer, caso contrário quem talvez morresse fosse você.

O problema é que nosso meio de vida evoluiu em uma direção e nossa mente não teve, ainda, tempo de acompanhar esta mudança. Não estamos mais submetidos a todos aqueles riscos do passado; hoje em dia os riscos são outros. “E se eu não conseguir aquele emprego? E se Fulano não quiser ficar comigo? E se eu não conseguir entrar naquele vestido? Não posso ser uma fracassada”. Estes são os nossos riscos, atualmente. Nossa mente, no entanto, está fazendo lindamente seu papel, buscando afastar de nós os riscos que percebe como inerentes à nossa sobrevivência. Mas nada disso está acontecendo no presente. A presença é a grande questão. Quando éramos homens e mulheres das cavernas os riscos todos estavam no aqui e agora. Hoje em dia nosso aqui e agora estão preservados (pelo menos perceptivelmente): temos água, comida, abrigo, agasalho. Não corremos risco iminente de morte no aqui e agora. Então a nossa mente se projeta para o futuro, onde estão os riscos. Ela está fazendo a sua parte. E nós, seres globais, que somos muito mais do que nossos pensamentos, precisamos fazer a nossa.

Existe uma área em nosso cérebro responsável pela mente devaneante, e existe uma área em nosso cérebro capaz de inibir a mente devaneante. Apenas a título de curiosidade, esta área “inibidora” se chama Circuito Executivo do Córtex Préfrontal, e executivo vem de executar – de realizar coisas. Ou seja: para que o próprio cérebro iniba a mente devaneante, ele precisa executar coisas. E o que seriam estas coisas? Coisas que exijam foco, atenção e presença. Você não acha coincidência que tantas pessoas de tantas tradições filosóficas e religiosas diferentes falem sobre a importância de estar no presente e praticar a meditação?

Eu vou falar por mim, e não posso falar de lugares onde nunca estive: a meditação é, na minha percepção, a grande chave, o grande segredo para começar a se sintonizar com as coisas que você quer viver ao invés de estar sintonizado com aquilo que você deseja evitar viver a todo custo. Existem inúmeras técnicas, inúmeros métodos, inúmeras tradições. Você decide como, quando e de que modo quer praticar. Mas pratique. A meditação nos ensina a nos desidentificar dos pensamentos, e nos dá ferramentas para conduzirmos nossa atenção para outras coisas a não ser o blablabla mental que normalmente nos domina.

Outra ferramenta que pode ser muito útil neste “troque o pensamento” é o uso das Afirmações Positivas. Você pode escolher uma frase que te evoque o melhor de si e repetir esta frase a cada vez em que se vir diante de pensamentos sintonizados com o que há de limitante em você. Vou te contar qual é a minha Afirmação Positiva preferida: “Relaxo, confio e permito que a vida flua”. A cada vez que me vejo entrando nos becos sem saída da mente, indo de um pensamento negativo a outro sem nunca conseguir parar, respeito fundo e, ao expirar, repito: “Eu, Flavia Melissa, relaxo, confio e permito que a vida flua”. E, então, faço um esforço consciente para visualizar o que eu DESEJO viver, imaginando a cena desejada tim tim por tim tim.

A visualização criativa é um instrumento poderoso de treino mental! Experimente utilizá-la, na próxima vez em que sentir que está perdendo as estribeiras dos seus pensamentos. Vamos supor que sua mente comece a devanear na direção de uma cena na qual você não consegue ser aprovada na entrevista de emprego com a qual vem sonhando. No momento em que você perceber o movimento de seu pensamento nesta direção, pare tudo o que estiver fazendo, feche seus olhos e imagine aquilo que quer que aconteça: visualize a cena de sua contratação em seus mínimos detalhes, e permita que as imagens despertem sentimentos em você. Como visualizar o que você deseja viver afeta positivamente o modo como você se sente?

Estou aqui falando apenas de 3 ferramentas possíveis de serem utilizadas, mas existe uma infinidade delas. Você pode pesquisar mais sobre Programação Neurolinguística, se tiver o interesse. A PNL ensina uma série de exercícios através dos quais você “treina” o seu cérebro para projetar apenas aquilo que deseja viver, como se fossem um computador a ser programado – na verdade, cada vez mais os cientistas apontam para uma semelhança muito grande entre cérebros e computadores. Mas a ideia principal que quero deixar clara aqui é a seguinte: você não vai conseguir mudar qualquer padrão de pensamento que possua sem algum esforço. Então, que tal começar hoje mesmo?

Boa sorte!

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