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Sobre o poder curativo das lágrimas

Sobre o poder curativo das lágrimas

Você sabia que chorar pode curar fisiologicamente, psicologicamente e espiritualmente?

A função mais básica das lágrimas é lubrificar nossos olhos e pálpebras. Até, aí, nenhuma novidade, certo? ERRADO! Na verdade as lágrimas fazem muito mais do que isso. As lágrimas também matam bactérias. Na verdade as lágrimas são poderosos agentes bactericidas, exterminando de 90 a 95% de todas as bactérias que podem agir sobre nossos olhos, em até cinco minutos! Você, que vive pegando conjuntivite: será que você anda reprimindo as suas lágrimas? É de se pensar…

Além disso: você sabia que as lágrimas eliminam toxinas? É comumente sabido que, quando estamos sob o poder do stress, uma infinidade de substâncias tóxicas são liberadas em nosso organismo. E, curiosamente, as lágrimas têm o poder de ajudar nosso corpo a eliminá-las! Assim como o suor tem a função de regular a temperatura do corpo, as lágrimas regulam a “temperatura” das nossas emoções. Um belo mecanismo natural de auto-regulação, não?

Existem pesquisas que apontam que os altos níveis de magnésio no corpo estão relacionados a sensações tais como ansiedade, nervosismo, irritabilidade, fadiga e agressividade. E… Adivinhem! As lágrimas ajudam nosso corpo a diminuir estes níveis. Assim como são uma ótima forma de diminuir também os níveis excessivos de endorfina, leucina e prolactina, hormônio também bastante relacionado a tumores de hipófise.

Assim, a repressão do simples ato de chorar, tão banal e simples que até a mais nova criança exercita sempre que sente necessidade, contribui para uma infinidade de doenças relacionadas ao estresse, como a hipertensão arterial, problemas cardíacos, gastrites e úlceras.

O médico homeopata chileno Hugo Fuchslocher conduziu um estudo, em 1995, a respeito das lágrimas e de estados fisiológicos e psicológicos que poderiam ser induzidos por elas. Descobriu que as substâncias leucina e encefalina, contidas nas gotinhas, estavam associadas a reações naturais de anestesia e analgesia. Aprofundando suas pesquisas, estabeleceu 3 categorias de efeitos psicológicos das lágrimas: as que ajudam a lidar com dores e medos, as que ajudam a elevar níveis de consciência (em pessoas especialmente sensíveis) e as lágrimas de alegria, que ajudam a manter um estado mental de plenitude. O médico tornou-se famoso por uma técnica que desenvolveu e apelidou de “lagrimaterapia”. A técnica se baseia na observação do fato de que quando uma pessoa chora, ela se alivia e se sente em paz e tranquila. As lágrimas escorrem anatomicamente pela bochecha circundando o nariz e chegando até a boca, para serem bebidas – seriam um verdadeiro remédio divino: pois as lágrimas de dor, de tristeza ou de alegria teriam composição química diferente umas das outras, sendo verdadeiros antídotos contra o estado mental desequilibrado que as causou.

Reflita sobre a forma como você vem lidando com as suas emoções. Você foi criado de acordo com um sistema de crenças no qual “homem que é homem não chora”? Você é uma mulher que teme demonstrar as emoções que escorrem como água dos olhos por medo de ser considerada “histérica”? Será que, a cada vez que a vontade de explodir em lágrimas te acomete, você ouve, dentro da sua cabeça, o comando autoritário de “engolir o choro”?

Pense sobre isso na próxima vez em que sentir vontade de chorar. Lembre-se: nossas emoções e instintos mais primitivos têm, todos, uma razão de ser. Se temos a capacidade de chorar… Será que, na verdade, não temos a NECESSIDADE?

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