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BLOG ♡ Site novo, vida nova!

BLOG ♡ Site novo, vida nova!

Depois de alguns atrasos, muitas emoções e novas inspirações, finalmente venho aqui te dizer: seja bem-vindo ao meu novo site! Ele está lindo, não está? Não sei a sua opinião, mas não posso me conter em palavras para expressar o tamanho do meu contentamento em vê-lo tão assim: tão a minha cara. Então, antes de tudo, preciso agradecer à equipe Walbatroz, que vem sendo a responsável por cada um dos “cantinhos virtuais” que tive até hoje e que, mais uma vez, me possibilita estar no ar dando continuidade à minha missão: levar consciência, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal até onde eu conseguir chegar. Gratidão Ricardo Silva, você definitivamente é um dos meus heróis. Se você também quer ter um site, eu não poderia indicar pessoas mais queridas, qualificadas e agilizadas para traduzirem a sua alma em um endereço da web. De coração para coração!

Compartilhando um pouco do meu momento pessoal, que tem tudo a ver com o profissional e com o lançamento deste novo site – sim, porque apesar de termos diferentes facetas e modos de nos expressarmos no mundo, somos uma pessoa só, passando por processos que interferem em qualquer ação que tenhamos, em qualquer área de nossas vidas. E o que tenho experimentado, nos últimos tempos, pode ser traduzido em uma única palavra: VERTICALIDADE. É como se, pela primeira vez na minha vida, eu tivesse a mais plena e absoluta certeza de que tudo o que aconteceu na minha vida até hoje esteve sempre certo e fez sentido para que hoje estivesse vivendo tudo o que estou vivendo. De certa forma é um momento de fazer as pazes com meu passado. Todos nós temos lembranças de experiências passadas que consideramos terem sido “erradas”, “feias”, “injustas” ou “inadequadas”; mas a verdade é que, hoje, tenho a percepção de que tudo esteve sempre em seus devidos lugares. Cada decisão que tomei, cada escolha que fiz, cada consequência que colhi por minhas atitudes me trouxe a este estado atual de consciência. Sinto-me verdadeiramente conectada ao meu “destino”, se é que isso existe. Verticalidade: todas as pecinhas encaixadas, levando para o alto e avante! Você já se sentiu assim?

O que mais tenho aprendido, nos últimos tempos, é a respeito da força que reside escondida em nossa vulnerabilidade. Somos todos frutos de uma sociedade cujos valores nos orientam no sentido oposto de explorar nossas fragilidades: temos que ser fortes, autossuficientes, independentes, autônomos. E, como o maior medo de todo ser humano é não ser amado, criamos esta “persona” identificada com estes valores; todo o oposto, nossos medos, nossa necessidade de apoio, de segurança, de aprovação e de amor, é varrido para debaixo do tapete. Em oposição à “persona” cresce, tal como um câncer na obscuridade, uma “sombra”. Não a enxergamos, mas ela contamina todos os aspectos de nossas vidas e, mais cedo ou mais tarde, rouba a cena. Para quem se interessa por esta dualidade inerente ao nosso psiquismo fica a dica: o fabuloso “O Efeito Sombra”, de Deepak Chopra, Debby Ford e Marianne Williamson, disponível em livro e em documentário que você assiste clicando aqui.

E a grande verdade é uma só: não fomos feitos para sermos independentes uns dos outros. Toda a nossa sociedade, para não dizer civilização moderna, é construída com base nesta autossuficiência e independência, e olhe só onde isso nos trouxe: pessoas absolutamente perdidas e desconectadas de nós mesmos, buscando fora de nós a pecinha do quebra-cabeça que falta para que nossas vidas façam sentido. Pessoas que buscam algo fora porque, na parte de dentro, estão divididas e segmentadas. Somos pela metade porque varremos para debaixo do tapete uma parte importante de nós mesmos, sem a qual não podemos seguir em frente. Nossas fragilidades e vulnerabilidades têm tanto direito a existir quanto nossa força e resistência.

E o mais contraditório é que, quando temos coragem e paciência de explorar o que existe debaixo do tapete de nossos medos, vulnerabilidades e fragilidades – quando nos tornamos inteiros – e temos a inteireza de nos mostrarmos aos outros como somos de verdade, recebemos aquilo que sempre foi a busca do personagem construído anteriormente: AMOR. Não chega a ser irônico? Todo o amor, reconhecimento e valorização que buscávamos nos fazendo de fortes e independentes vir justamente quando nos mostramos vulneráveis e interdependentes? Me lembra aquele livro, “O Alquimista”, de Paulo Coelho: o pastor que sonha com um tesouro, corre o mundo inteiro procurando por ele para descobrir que, afinal de contas, o tesouro estava enterrado exatamente embaixo de onde ele estava deitado, quando teve o sonho. Hoje vejo que foi isso o que fiz, a vida toda: pintei, bordei, fiz e aconteci, me mudei para o outro lado do mundo, me relacionei com pessoas, fiz escolhas na tentativa de encontrar algo que, pasmem, sempre esteve comigo.

O ano de 2014 mal começou e já foi, arrisco dizer, o melhor ano da minha vida. Tem sido o mais desafiador, também: quem me acompanha nas redes sociais sabe que meu companheiro de vidas, Ricardo, está se recuperando de uma cirurgia cerebral para a retirada de um tumor. Tudo corre bem e ele está cada dia melhor, mas a verdade é que admitir a minha fragilidade e dor publicamente foi a coisa mais importante que fiz, em toda a minha vida. O amor, o apoio e a generosidade que recebi – que recebemos – das pessoas através do simples ato de nos mostrarmos humanos, temerosos e vulneráveis me impressionam e me trazem lágrimas aos olhos a cada vez que falo ou penso sobre isso. Nunca, em toda a minha vida de máscara de fortaleza, me senti tão amada. Achamos que não podemos ter fragilidades para inspirar as pessoas, mas a verdade é que nada inspira mais do que o modo através do qual lidamos com nossas fragilidades.

Se algo de minhas palavras ressoar em você também, te convido a vir comigo nesta grande e misteriosa jornada de autoconhecimento. Te encorajo a encarar a sua própria verdade – como disse um de nossos grandes Avatares, Mestre Jesus: “Conhece a verdade, e a verdade o libertará”.

Seja bem-vindo a um novo mundo!

Namastê ♡

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