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BLOG ♡ Sobre Lei da Atração, Manifestação e Aceitação

BLOG ♡ Sobre Lei da Atração, Manifestação e Aceitação

Muitas são as pessoas que chegam até mim porque em algum momento de suas vidas encontraram meus vídeos sobre a Lei da Atração no YouTube. Os vídeos, gravados e compartilhados já há algum tempo, abordam a minha visão do tema – aliás, todos os meus vídeos retratam apenas o que eu penso sobre o assunto, e não se destinam a ser fontes exclusivas de conhecimentos a respeito do que quer que seja. Todo o meu canal tem como intenção compartilhar a visão que eu tenho do mundo e das coisas que me cercam, no desejo de que esta visão possa ser útil e válida para mais alguém – e, obviamente, minha visão das coisas muda conforme vou vivendo, interagindo com outras pessoas, adquirindo maior conhecimento e, consequentemente, aprendendo.

E já faz algum tempo que não me sinto plenamente à vontade quando recebo emails e mensagens de pessoas fazendo perguntas sobre estes vídeos, porque o caminho que estas pessoas fizeram até chegar até mim envolve, geralmente, conceitos e pressupostos com os quais não entro mais em tanta concordância. A própria expressão “Atração” talvez não seja mais a mais adequada para descrever um processo que, entendo eu, tem muito mais a ver com MANIFESTAÇÃO do que com qualquer outra coisa. Não que a expressão esteja errada – não se trata de conceitos mais acertados ou errados, e sim daqueles que mais expressam aquilo que EU enxergo como fazendo mais ou menos sentido para MIM hoje em dia. Então é importante deixar claro, desde o primeiro momento, que não estou aqui dizendo que a Lei da Atração não existe, que não temos a capacidade de atrair o que quer que seja para nossas vidas ou que nossos pensamentos não interfiram positivamente ou negativamente na cocriação de nossa realidade. Trata-se, apenas, de uma nova compreensão conceitual sobre os processos envolvidos nesta cocriação.

Cocriação: talvez esta seja a melhor palavra para tentar explicar o que quero dizer com mudanças conceituais que fui desenvolvendo ao longo dos últimos tempos. Porque cocriação, e não criação, apenas? Se somos os criadores de nossa realidade, porque utilizarmos a partícula “co” antes de “criação”? Novamente, MINHA interpretação: nós não criamos nada sozinhos. Não sei qual a linha filosófica-religiosa-espiritualista de cada um de vocês, mas eu acredito que façamos parte de algo maior – de um “plano” maior, divino e universal, que visa o desenvolvimento de cada um de nós, individual e coletivamente. Eu acredito que sejamos Deus e o Universo experimentando a si mesmos como seres humanos e, por isso, estejamos submetidos a uma lógica superior da qual não podemos simplesmente “escapar”. Existe sempre um porquê oculto ao qual não temos acesso em um primeiro momento, porque aqui no campo da tridimensionalidade estamos necessariamente condicionados ao fator TEMPO: às vezes só entendemos o verdadeiro motivo de uma experiência muito tempo depois que ela ocorreu.

Mas então não existe livre-arbítrio? Claro que sim. Mas este livre-arbítrio depende do quanto estamos conscientes do mundo que nos cerca. Por exemplo, se você sabe que existem apenas 3 idiomas no mundo – português, espanhol e inglês – será que você é capaz de escolher por aprender chinês? Não: você apenas pode escolher dentre as coisas que você conhece. Por isso a expansão da consciência é tão importante no que se refere a experimentar uma realidade mais satisfatória – porque quanto mais conhecemos coisas sobre as coisas, mais nos expandimos e mais temos possibilidades de escolher coisas diferentes das que estamos experimentando no momento e que desejamos transformar. Mas quais são estas coisas que precisamos conhecer e das quais devemos saber para transformar nossa realidade em algo mais satisfatório? Aí é que nossas crenças assumem papel tão importante.

Crenças são princípios orientadores de nossas vidas. Se acreditamos que podemos fazer algo, nos expomos à situações e aumentamos significativamente nossas chances de, de fato, fazer este algo. Se, pelo contrário, não acreditamos em nossa capacidade de fazer alguma coisa, simplesmente não nos colocamos à prova e, de fato, não atingimos nossos objetivos. Simples assim: crenças determinam comportamentos e não nascem conosco – como diz meu grande amigo Sergio Kiyoshi Ueno, o criador do curso Namastê – o Despertar da Inteligência Espiritual, não nascemos pelados, banguelas, carecas e cheios de crenças. Vamos aprendendo coisas conforme vamos crescendo e nos desenvolvendo, desde a vida intrauterina até mais ou menos os 7 anos de idade, época na qual a grande maioria de nossas crenças já foi instalada. Isso quer dizer que não aprendemos mais nada depois disso? Lógico que não! Aprendemos, mas o esqueletos de nossas crenças a nortear nossos comportamentos já existe por volta desta idade. Por isso tantos ramos diferentes da Psicologia clássica atribuem tanta importância à primeira infância – o que vivenciamos e aprendemos nesta época se torna absolutamente fundamental para compreendermos o porque de nossas atitudes nos anos futuros.

Deepak Chopra diz: “Seus pensamentos moldam suas percepções e suas percepções moldam sua realidade”. E o que isso tem a ver com crenças? Ora, crenças determinam comportamentos, e o que são pensamentos, se não comportamentos de nossas mentes? O comportamento de nosso coração é bater e bombear sangue para o resto do corpo; o do estômago é digerir alimentos; o dos músculos é dar sustentação ao corpo; o da mente é pensar. Pensamentos são subprodutos da atividade mental. Temos, por dia, cerca de 14 mil pensamentos e aproximadamente 80% deles são exatamente iguais ao que tivemos no dia anterior – ou seja, estamos o tempo todo reeditando o passado, baseados única e exclusivamente em nossas crenças, no que acreditamos. E existem dois tipos de crenças: possibilitadoras ou limitantes. Crenças possibilitadoras possibilitam novos comportamentos e crenças limitantes os limitam.

“Quer você acredite que pode, quer você acredite que não pode, de qualquer forma você estará certo”, disse Henry Ford. Porque nossas crenças determinam pensamentos de sucesso e de fracasso, e pensamentos geral sensações e sentimentos que mobilizam nossa energia e nosso campo energético – e pela Lei da Atração, a sétima das 12 Leis Universais que regem o cosmos, atraímos para nossas vidas o que emanamos. Você recebe o que dá e ponto final. Mas estamos, no fundo no fundo, atraindo ou MANIFESTANDO? Já que a atração ocorre única e exclusivamente em função do que emanamos? Este é o meu ponto, e este é o motivo pelo qual me sinto cada vez menos atraída pela ideia da atração. Porque mudar a frequência para atrair aquilo que desejamos não é simples e não acontece da noite para o dia – de novo, ao menos na MINHA visão das coisas. Não acredito que se trate apenas de visualizar coisas boas e mentalizar o que queremos vivenciar. Trata-se muito mais de se mergulhar na própria escuridão e trazer para a luz da consciência conteúdos até outro dia inconscientes e que vinham atuando sobre nossos comportamentos e atitudes sem que disso pudéssemos nos dar conta.

Existe uma frase incrível de Jung que diz: “Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão” – e eu não poderia concordar MAIS com isso. E sem querer fazer críticas ao trabalho de ninguém, mas na minha concepção existe, no imaginário popular, esta noção de que basta que eu coloque todos os meus desejos em um quadro e fique imaginando coisas boas e positivas o tempo todo para atrair para mim o que eu quero viver. O buraco é muito mais embaixo. Nós não estamos atraindo o que quer que seja sem, que antes, manifestemos no nosso exterior a energia criada em função do esqueleto mental que possuímos, amplamente construído através do estabelecimento de nossas crenças.

O que eu mais vejo por aí são pessoas querendo mudança, mas plantando sempre as mesmas sementes e esperando colher resultados diferentes. “A maior insanidade que existe é agir sempre do mesmo modo esperando obter outros resultados”, disse Einstein. Mas como mudar algo que eu nem sei que existe? Este é o ponto: você precisa conhecer. Você precisa SE CONHECER. Você é um ser humano que anda, fala, ouve, sente coisas e tem a mente entupida de crenças distorcidas e limitantes sem nem ao menos perceber isso. Por isso eu digo: envolva-se em um processo de autoconhecimento. Frequente grupos de expansão da consciência. procure pessoas semelhantes à você, afaste-se de relações que não despertam em você o você que você quer ser. Mude seus hábitos. Participe de retiros e vivências. Empenhe-se de verdade em transformar o que precisa ser transformado – assim você vai estar trabalhando exaustivamente em transformar seu potencial energético vibracional e, como em um passe de mágica, a sua vida vai acompanhar a transformação. Não porque algo significativamente grandioso e externo a você tenha mudado, mas porque seus olhos se abrirão para seu verdadeiro potencial, e você irá abrir portas e trilhas caminhos que, até agora, não conseguia nem vislumbrar.

E se tudo o que você tiver ao seu alcance para ser feito estiver sendo feito e, ainda assim, as coisas não acontecerem do modo como sua mente física acha que deveriam acontecer: aceite. Bóie no rio da vida. Deixe-se levar com a maré. Muitas são as vezes em que nossas mentes projetam realidades incríveis levando em conta crenças inconscientes e necessidades de fugir de lugares e sentimentos dentro de nós que não queremos encarar. Se você fizer tudo o que está ao seu alcance e mesmo assim as coisas não fluírem, permita-se ser levado pela vida, quem sabe, em direção a algo que esteja muito mais alinhado com a sua verdade e com o verdadeiro trabalho de expansão energética que está ocorrendo. Mais uma frase famosa, agora de Dalai Lama: “Às vezes, não conseguir o que queremos é o que de melhor pode nos acontecer”. Mas nós, homens de pouca fé, colocamos a culpa em Deus e no Universo por não conseguirmos aquilo que queremos. Olhamos para o vizinho e nos comparamos com ele. Mais do que depressa permitimos que todo o blablabla mental de limitação e falta de crença em nós mesmos nos domine. Nossa energia vai pro espaço e voltamos a funcionar no mesmo padrão energético-comportamental de antes. E, então, nos perguntamos o porque da Lei da Atração não dar certo com a gente. Lei é lei. Ela está SEMPRE funcionando. Mas o que você não percebe é que está COCRIANDO a sua realidade de modo inconsciente.

Aceitação, para mim, é ter fé que se eu estou dando o meu melhor, o Universo é obrigado a responder a isso dando o seu melhor. E, talvez, estejamos querendo atrair algo que não é o que mais faz sentido levando em consideração tantas pequenas coisas das quais ainda não temos conhecimento. Aceitação é compreender que sim, a Lei da Atração está funcionando sempre porque ela é na verdade uma lei da MANIFESTAÇÃO e que, então, a resposta não está na transformação dos meus pensamentos e sim na faxina das crenças que os determinam. Levando em consideração apenas a MINHA experiência, apenas me dei conta dos mecanismos de autossabotagem envolvidos em meus padrões de comportamento quando participei pela primeira vez do curso Namastê e tive todas as minhas crenças limitantes esfregadas na minha cara, como cachorro que fez xixi no lugar errado. Eu vinha, metaforicamente falando, fazendo xixi no lugar errado sem nem perceber que estava fazendo xixi e que o lugar estava errado. Eu só sabia tentar coisas diferentes SEMPRE PELOS MESMOS MOTIVOS e fugindo DAS MESMAS COISAS me perguntando, afinal de contas, o porquê das coisas não darem certo para mim. Sempre na tentativa de provar coisas para as pessoas, sempre na intenção de tentar fazer com que pensassem de mim o que quer que fosse, menos o que eu própria pensava. E sempre, ABSOLUTAMENTE SEMPRE, tentando não sentir o que eu estava sentindo para não atrair meus maiores medos e pesadelos para a minha realidade. Mas tente, por um momento apenas, NÃO PENSAR em uma lasanha.

Não acho que seja diferente com qualquer um de vocês, porque somos todos seres humanos e estamos todos no mesmo barco, lidando com as mesmas coisas e tendo os mesmos aprendizados – diferentes tonalidades de cinza entre o preto e o branco. Acredito que o processo seja muito mais interno e muito mais profundo do que muitas pessoas pregam por aí, e digo isso apenas porque foi o que fez sentido na minha vida e na minha experiência; não tenho como levar ninguém onde eu nunca fui. A aceitação e a intenção de relaxar, confiar e permitir que a vida flua são muito mais poderosos do que quadros de sonhos ou mural de desejos ou exercícios de visualização criativa – pelo menos no que se refere a uma transformação profunda e definitiva, e não uma coceguinha superficial.

Sim, coloque seus sonhos no papel. Sim, visualize o que você quer viver. SIM, vigie seus pensamentos! Mas não fique apenas na superfície. Existe muito mais caminho para dentro do que para fora de você. E é isso o que eu desejo para todos nós: uma jornada com mais consciência.

Namastê!

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