0
BLOG ♡ Você está fazendo a sua parte?

BLOG ♡ Você está fazendo a sua parte?

Hoje eu resolvi escrever para contar uma história, que ouvi de uma amiga há alguns anos e resolvi compartilhar com você.

Você já deve ter ouvido falar do líder espiritual Prem Baba. Pois conta a história que, quando ele era um jovem indiano ainda sendo iniciado por seu mestre, a quem seguia obedientemente, um dia recebeu uma ordem. Ele deveria providenciar que dois caminhões fossem completamente cheios de grãos e cereais, que seriam entregues em uma aldeia vizinha que perdera toda a sua produção em virtude de enchentes poderosas.

Dedicado e determinado, Prem Baba passou o dia organizando ajudantes e coletando os grãos e transportando-os de um armazém até os caminhões que conseguiu emprestados. Depois de horas e horas de trabalho, exausto mas feliz com os resultados atingidos, foi com grande desespero que Prem Baba ouviu o barulho de trovões.

Consternado, olhou para os céus. Nuvens espessas cor de cinza cobriam o teto do mundo de nuvens, em uma franca ameaça de tempestade. Se chovesse seria o fim da empreitada: de nada adiantariam os grãos encharcados e todo o trabalho do dia teria sido em vão.

Prem Baba, de repente, ficou furioso com o desfecho da situação e munido de toda a sua determinação olhou para céu, apontou para as nuvens escuras e disse, com autoridade: “Ei, você! Ouça bem o que vou dizer! Eu fiz a minha parte, dediquei-me com todas as minhas forças e fiz o meu melhor! Agora faça a sua parte! Eu proíbo que a chuva caia estragando todo o trabalho feito para alimentar os que tem fome! Eu fiz a minha parte, agora faça a sua!”.

Dizem as testemunhas que, cinco minutos depois, no céu abriu-se um clarão que rapidamente se expandiu, dissipou as nuvens e transformou o céu cinzento e trovejoso em um lindo tom de azul.

Coincidência ou não, esta história falou muito com minha alma. Para mim fez um sentido imenso, pois eu acredito de verdade que quando fazemos a nossa parte, nos tornamos autoridade e temos o direito de exigir que o Universo, Deus ou Tudo O Que Há faça a sua. Lei da ação e reação. Fomos a mudança que desejávamos ver no mundo. Quem planta colhe. Simples assim.

Já faz quase 5 anos que me dedico a distribuir material motivacional pelas redes sociais. Venho tendo a incrível oportunidade de conhecer e conversar com uma quantidade imensa de pessoas e mais de uma centena delas já passou pelas minhas mãos físicas em algum momento – seja em atendimentos pessoais, seja nos workshops que conduzo. E todas – deixe-me ser mais enfática aqui: TODAS – em algum momento se referiram a dificuldades no que diz respeito à relacionamentos com outras pessoas.

Não importa qual seja o tipo de relação: amorosa, familiar, de amizade ou de trabalho. Relacionar-se com outro ser humano vem sendo, desde que o mundo é mundo, um grande desafio para todos nós. Esperamos coisas que não recebemos, idealizamos muitas coisas que não se concretizam, nos sentimos injustiçados dando mais do que recebemos. Mas daí vem a pergunta: será que, como Prem Baba, você vem fazendo a sua parte para que possa exigir do Universo que ele faça a parte dele, te proporcionando relações mais saudáveis e harmoniosas?

Será que você vem plantando abacates e esperando colher bananas?

Há alguns anos eu me encontrei em um ponto de minha vida em que minha maior vontade era fugir para o alto da montanha. Eu me sentia absolutamente desconfortável em minhas relações e, sendo absolutamente sincera, não me sentia satisfeita com nenhum relacionamento significativo que tinha. Minha percepção era a de que minha família não me compreendia, meus amigos não olhavam na mesma direção que eu e, amorosamente falando, tudo era um caos. Eu juro que achava que estava dando o meu melhor em transformar minhas expectativas em realidade, mas não fazia a mentor ideia do quanto eu fugia.

Trocando em miúdos, a verdade é que não somos ensinados a nos relacionar harmonicamente. Aprendemos a resolver equações de primeiro, segundo e terceiro grau na escola, mas ninguém nos ensina a resolver conflitos de relacionamento sem nos fazermos de vítima ou sem nos culparmos. Somos ensinados sobre quais as regiões do país produzem bauxita, mas não nos falam sobre as regiões desconhecidas que nos habitam o inconsciente que dominam nossa vida. Os livros escolares nos falam em que ponto do caminho o trem A vai encontrar o trem B, mas ninguém nos diz o em que lugar dois corações humanos verdadeiramente se conectam. Se algum dia eu tiver uma escola, ao invés de ensinar química orgânica vou ensinar química humana – e perdão, vulnerabilidade e aceitação serão matérias obrigatórias independentemente de qualquer outra coisa. E ter me dado conta de que eu não estava conjugando o verbo “amar” da forma correta foi a percepção que faltava para que uma série de eventos acontecessem em minha vida, transformando completamente minhas relações através do meu modo de me relacionar.

Diz um velho ditado: “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. E o Universo, que não brinca em serviço, mais do que depressa me presenteou com a oportunidade que faltava para descobrir de que modo eu vinha me relacionando, me mostrando para as pessoas e, em última análise, esperando coisas que não viriam nunca porque, na verdade, eu não sabia de nada sobre mim mesma. Eu não me aceitava – nem me conhecia, como me aceitar? Eu não me revelava. Eu me escondia, ensinava as outras pessoas a me tratarem de um jeito levando em consideração minhas forças e fortalezas mas, na hora em que as coisas não aconteciam como eu queria, quem se ressentia eram minhas partes mais frágeis e sensíveis. Em resumo: eu mostrava aos outros uma pessoa indestrutível e queria que enxergassem a minha vulnerabilidade.

Foi assim que conheci o Tantra. Foi a primeira vez em que me desnudei emocionalmente diante de outras pessoas e, hoje percebo, o que estava fazendo era abrir a porta através da qual as relações passaram a desfilar de modo mais saudável e harmonioso porque EU me permiti ser quem eu era diante das outras pessoas. Eu disse SIM à vida, às outras pessoas, ao Cosmos, às coisas como elas eram e, principalmente, a como EU era. Foi a primeira vez que olhei para mim mesma com mais compaixão, amorosidade e respeito. E absolutamente NADA foi igual depois disso.

Assista ao vídeo que gravei logo após minha experiência de um final de semana tântrico clicando aqui.

E agora eu te pergunto: você vem fazendo tudo o que pode para transformar suas relações em algo mais satisfatório para você? Ou será que vem plantando bananas, esperando colher abacates?

0
Sobre o luto: como lidar com a morte?

Sobre o luto: como lidar com a morte?

P: “Há exatos 15 dias meu pai faleceu, ele tinha 70 anos e era alcoólatra, sofreu uma queda que ocasionou traumatismo craniano e AVC hemorrágico e, após 7 dias de internação, ele faleceu. Eu sou a filha mais nova e era muito apegada a ele, porém espiritualista me vejo tendo que renascer para vida depois dessa perda. Minha pergunta é: Flavia, como lidar com a morte?” Leia mais

0
Separação e dependência financeira

Separação e dependência financeira

“Eu quero me separar mas não posso, pois sou totalmente dependente de meu marido e estou com muita dificuldade de conseguir uma atividade que me permita o sustento. Sou nova, tenho 48 anos e uma imensa vontade de voar, de viver! Como posso levar esta vida com meu marido com quem não tenho mais nada, nada mesmo, sem me machucar até que possa me sustentar? Como aceitar esta situação?” Leia mais

0
Sobre o Qi Gong

Sobre o Qi Gong

Qi (Chi), em chinês, significa energia. Gong (Kung), significa método, mobilização ou prática. O termo Qi Gong (pronuncia-se Chi Kung) se refere a um ramo da Medicina Tradicional Chinesa, que visa a mobilização da energia sutil do corpo (Qi), a correção de desarmonias e o reestabelecimento do equilíbrio da saúde física e emocional do praticante. Leia mais

0
O que dizer sobre a abnegação?

O que dizer sobre a abnegação?

P: “Fui católica, evangélica e espírita, e sempre ouvi a mensagem de Jesus como “renuncie a si mesmo”. E você vem dizendo “assuma sua sombra, seu ser inteiro, não magoe a você, magoe o outro, faça o bem primeiro a você e depois ao outro”! Quando vivo o amor por mim em primeiro lugar e frustro alguém por isso, vou receber esta frustração de volta ali na frente?  Quando vivo o amor ao próximo em primeiro lugar, vou agradá-lo e me frustrar, mas receber do Universo este agrado ali na frente? Se me valorizo e coloco o outro em segundo plano e lhe causo alguma dor… Estou muito confusa! Não consigo viver sem considerar que o outro merece mais meu amor e zel0 do que eu mesma! O que dizer sobre abnegação? Por favor, me dê uma luz!” Leia mais

0
Infância infeliz e cocriação

Infância infeliz e cocriação

P: “Flavia, por favor, me ajude! Não consigo conceber esta história de cocriação. Eu sou uma pessoa muito inquieta, negativa e não consigo paz. Tive um pai muito manipulador e agressivo na infância, minha irmã apanhava muito e simplesmente não consigo acreditar que nós tenhamos criado isso para nós. Como é possível? Não faz sentido. Por favor, me ajude, porque não sei mais no que acreditar. Quanto mais leio e pesquiso, mais confusa eu fico. Acho que esta coisa de autoajuda é apenas uma forma de ganhar dinheiro com o mal dos outros!” Leia mais

0
Por que casar?

Por que casar?

P: “Por que que o sistema em que vivemos vem tão desesperadamente batendo na tecla de que quem se casa é normal, e que não há felicidade em estar solteira? Esta é uma questão que me aflige demais! Independentemente de qualquer nível social, idade ou religião, por que é que parece que precisamos ter alguém para sermos realizados e felizes, normais, ainda que o relacionamento seja infeliz? Onde está ficando o nosso verdadeiro Eu (vontades, desejos, carências, realizações, objetivos)?”. Leia mais

0
Tinha sonhos e planos, mas hoje me sinto desesperada!

Tinha sonhos e planos, mas hoje me sinto desesperada!

P: “Minha vida inteira sofri com problemas de ansiedade social, fugi de diversas situações, vivi com medo e insegurança com relação à minha autoimagem. Sempre fui muito sonhadora, gostava de imaginar minha vida como eu queria viver mas não tinha coragem. Tive diversas perdas familiares, meu avô e meu pai faleceram e até hoje sinto demais estas perdas. Me sinto muito desprotegida e insegura. Tenho me esforçado, tenho meditado, me exercito, faço Yoga, mas continuo sentindo no coração este vazio enorme. Faço tratamento psiquiátrico e estou com a ansiedade controlada, mas me sinto péssima por precisar tomar remédios. Fiz alguns meses de terapia mas não foi muito satisfatório, sinto que as pessoas não se sentem tão motivadas a me ajudar por eu não pagar nada, já que os atendimentos são pelo SUS. Agora faço análise mas também é um projeto gratuito e após 6 meses terei que começar a pagar e não tenho condições; além disso a analista me julga de uma forma tão fria, eu já faço isso comigo e não preciso que mais ninguém o faça. Preciso de alguma direção, alguém que me ajude a entender o que se passa comigo, o que são todos estes sentimentos, todo este vazio. Sinto que não sou nada, que não sou ninguém! Tinha sonhos, onde eles estão? Às vezes penso em sair da vida; eu não sou isso. Ninguém consegue me ajudar, não sei mais o que fazer!”. Leia mais