Ano Novo… Mesmo?

Essa semana, ao entrar no shopping perto de casa, surpreendi os funcionários descarregando a decoração de Natal deste ano. A cena não era das mais inspiradoras: dois homens com cara de tédio e irritação, tiravam um Papai Noel esquisito, embalado em plásticos diversos já meio amarelados, de dentro de um caminhão.

Algumas horas antes, eu tinha tido uma conversa muito interessante com uma amiga. Falávamos sobre o processo de autoconhecimento e sobre a quantidade de medos e de resistências que criamos entre nós e aquilo que mais desejamos. Lá pelas tantas, depois de algumas reflexões bem apuradas sobre como nossas mentes acabavam sendo as grandes causadoras de dor neste processo, ela me disse: “A mente é a nossa criança ferida”.

Pausa para um UAU.
UAU.

Eu nunca tinha pensado desta forma, mas do jeito que ela colocou fez tanto sentido que eu mal consegui respirar. Porque é exatamente isso: nossas mentes, do modo como elas funcionam, orientadas para evitar conflitos, evitar riscos e buscar segurança acima de qualquer outra coisa, começam a ser moldadas de acordo com nossos primeiros traumas, dores e choques infantis. Preste atenção no que eu acabei de escrever: evitação de conflitos, evitação de riscos e busca por segurança. Não é exatamente assim que se comporta uma criança assustada?

Esta ficha que caiu me trouxe uma clareza enorme sobre alguns processos que eu mesma venho vivendo. Ao mesmo tempo em que eu amaria conquistar algumas coisas, morro de medo de chegar lá. Se eu analiso este funcionamento com minha mente de adulta, este mecanismo não faz o menor sentido – mas se eu paro por alguns instantes e resgato a criança ferida e magoada dentro de mim, o que vem é um novo…

UAU.

Pensando na minha criança ferida, consigo entender perfeitamente o porquê de cada um destes medos. Não sou eu, adulta e racional, quem sente medo do que mais quero na vida. É a minha criança ferida, magoada e assustada que não quer perder o que ela considera, em sua mente infantil e imatura, benefícios e ganhos associados àquilo que eu, adulta, mais quero mudar.

Vou dar um exemplo bem pontual de algo que estou vivendo (e confesso que não me sinto totalmente confortável de falar abertamente sobre isso, mas vamos lá). Eu tenho a maior revolta do mundo com o fato de, até hoje, nunca ter conseguido desenvolver uma relação saudável com meu corpo/peso. Essa história me irrita e me deixa bem P da vida, porque meu primeiro regime foi quando eu tinha 6 meses de idade. Passei minha infância inteira na problemática engordar / emagrecer e, na adolescência, como já era de se esperar, desenvolvi um transtorno alimentar que me roubou e alegria, relações e autoestima.

Eu bem que achei que tinha me resolvido em relação a isso, mas daí engravidei e tudo virou de ponta cabeça. Os peitos caíram (verdade seja dita), a barriga amoleceu, a bunda dobrou de tamanho depois de passar uma criança pelo meio dos ossos do meu quadril. Eu nunca mais na minha vida consegui ter a mesma disciplina alimentar ou de atividades físicas que um dia eu tive. Conclusão: estou dois números a mais no meu manequim do que estava antes de engravidar. E o que me deixa mais irritada e passada e não acreditando não é nem estar acima do peso que aprendi a considerar o ideal para mim, e sim o fato de que eu ainda associo a minha autoestima e o meu amor-próprio ao formato, tamanho e peso do meu corpo.

Abre parênteses. QUE ÓDIO. Fecha parênteses.

Outro dia fiz um exercício de visualização. A ideia era eu me visualizar dentro do corpo que eu gostaria de ter (e que nem passa perto de capas de revista, juro) e experimentar como eu me sentia. E a verdade é que eu fiquei embasbacada por perceber que eu morria de medo de, finalmente, chegar onde eu queria chegar. Esta sensação não fez o menor sentido para mim: minha mente racional e adulta entrou em colapso. Como é que eu posso sentir medo de resolver um problema que me aflige há tantos anos? Não faz o menor sentido, certo?

Pausa para você conhecer a minha criança ferida: uma menininha gordinha que, por ter o segundo nome “Melissa”, igual a uma famosa marca de sandálias infantis que vinha com uma pochete de plástico, vivia sendo zoada de “Melissinha que vem com a pochetezinha – mas a sua é de verdade!” pelos coleguinhas da escola. Esta menininha sabe que seu pai é médico e que trata de pessoas gordinhas que querem emagrecer, e vive vendo sua mãe fazer dietas malucas e tomar remédios para emagrecer. Esta menininha percebe, perspicaz como ela só, que a questão gordura/peso/emagrecimento é um tema em sua família. Um elemento central, que une as pessoas. E esta menininha constata, de um jeito torto e infantil, que ter um problema de peso é uma forma de “pertencer” à sua família – ser cuidada pelo papai e reconhecida pela mamãe – e todas as vezes em que os coleguinhas apertam sua barriga e a chamam de gordinha estão, ao mesmo tempo em que a magoando, afirmando que ela faz parte daquele grupo.

Agora, perguntem para essa menininha assustada se ela quer resolver o “problema” definitivamente. Ninguém se surpreenderia se ela respondesse um sonoro NÃO.

A verdade é que todos nós temos esta criança ferida dentro de nós. Todos nós temos uma parte infantil, insegura e magoada que, por mais que ouça nosso adulto escrever listinhas com resoluções de Ano Novo, está, na verdade, repetindo dentro de sua própria cabeça: “nem a pau, Juvenal!”.

E aí vêm as luzinhas de Natal, as árvores enfeitadas, os laços de fita dourados e vermelhos – as resoluções de Ano Novo. Nós somos todos esses caras, entediados e irritados, desembrulhando o Papai Noel de um plástico amarelado mais uma vez, prometendo coisas que não seremos capazes de cumprir para ter um ano que juramos por Deus que queremos, mas que nunca teremos. Porque todos nós temos dentro de nós uma parte que vibra a cada não-conquista e a cada não-vitória. E ninguém, absolutamente ninguém, lucra em nos contar que Papai Noel não existe e que, por isso, não precisaríamos desembrulhá-lo todos os anos. Ninguém ganha nada em nos dizer que, entra ano e sai ano, nossas vidas vão continuar sendo exatamente as mesmas porque nós continuamos sendo um amontoado de conteúdos inconscientes que ficam se auto-afirmando o tempo todo. Loucura, loucura, loucura.

O lado bom de tudo isso é perceber que, ao menos no aqui e agora, estou consciente de tudo isso. Esta dinâmica de pertencimento que eu trouxe quatro parágrafos acima é algo que assume inúmeras outras raízes em minha vida, e me mostra o quanto eu ainda preciso me libertar de dores infantis. O quanto eu ainda tenho que aceitar, acolher e perdoar em mim e também em meu pai e em minha mãe. O quanto eu preciso olhar cada um deles nos olhos e dizer, com o peito aberto, “eu preciso do seu amor mais do que qualquer outra coisa na vida”. Ainda que eles não entendam nada (ou talvez entendam, se estiverem lendo este texto, rs).

A verdade é que não importa quantas árvores de Natal você enfeite, quantos Papais Noel você tire do armário ou quantas meias você pendure na lareira, nada na sua vida vai mudar se você não mudar por dentro primeiro. E eu me sinto muito honrada e privilegiada de, de alguma forma, contribuir para o seu processo de conscientização.

Que eu possa compartilhar estes processos meus contigo por muito tempo ainda. E que a cada surgir dos enfeites de Natal nos shoppings possamos nos comparar com quem éramos um ano antes e constatar que estamos, afinal de contas, um pouco mais despertos.

Aqui e agora.
É só isso que importa.

E nada mais.

Gostou? Então nos ajude a espalhar esta mensagem por aí.

Cadastre-se para receber minhas newsletters com novidades do mundo do autoconhecimento e receba uma linda meditação guiada para empoderar sua busca por consciência e equilíbrio emocional!

  • Deixe seus dados, receba meus conteúdos transformadores e ganhe uma linda meditação para desenvolver equilíbrio emocional!

  • Flavia Melissa

    Sobre

    Flavia Melissa é psicóloga, educadora emocional e criadora do Portal Despertar, uma plataforma online auxiliar do processo de autoconhecimento que vem transformando a vida de centenas de pessoas. Considerada pelo Estadão uma das 14 Youtubers brasileiras para conhecer e acompanhar, lançou seu primeiro livro em janeiro de 2017, que entrou para a lista dos mais vendidos da Veja logo no pré-lançamento.


    • Teti Delhaye Rosa

      Ah sua linda ! É uma pena que poucos lerão por completo, porque têm preguiça… preguiça de se auto destruir ninguém tem, mas de se auto construir, ah, é trabalhoso demais né? Você já fez sessões de thetahealing? Tenho muita vontade ! Estou vendo depoimentos muito interessantes de quem está fazendo… Luana iria pirar contigo fazendo thetahealing! 🙂 Muito obrigada pela sua transparência. Me incentivou a olhar um pouco mais pra minha criança ferida, da qual eu já tinha puxado algo através da meditação, e estou em processo dos 21 dias de expurgo do Karuna I, e o Karuna puxa mto a infância… tentando me remendar pra seguir melhor! Vamos nós, no aqui e no agora! Grande abraço, te gosto muito!

    • Jé Brum

      Eu tenho essa criança interior aí ferida que me diz que eu não preciso emagrecer também kkkkk
      Mas por outro motivo, pra continuar diferente do resto da minha família porque quando era criança eu era a diferente por não ser magrela igual todo mundo, por não ser bonita igual minha irmã então acabou gerando essa separação e na adolescência dale bulimia pra de alguma forma eu fazer parte dessa família e isso permanece até hoje porque quando eu tô magra minha mãe e meu pai me acham muito bonita e quando eu engordo nem tanto assim.
      Por isso eu tive que me tornar a filha legal porque por muito tempo eu me senti feia por causa disso.
      Cara, que maneiro isso Flávia conseguir perceber coisas tão intrínsecas e enraizadas em nós que nem percebemos que está lá.
      Muito obrigada, gratidão infinita por esse texto.

    • Ariane

      Flá que lindo tudo isso, estou aqui emocionada… nunca fui gordinha, mas a minha criança tem outros tipos de medos… Obrigada por compartilhar isso.. Hoje mesmo eu estava falando com uma amiga q a auto estima não tem nada a ver com o peso, inclusive mandei esse texto pra ela.
      Gratidão por sua vida. Namastê 🙇

    • Sonia

      Tamo junto mana! Também brigo com meu peso a vida toda. E graças a vc e algumas meditações nos moldes de Vedanta q tenho feito me aproximei de minha criança e percebi q ela tem muitos medos. E tenho aprendido a acolher ela e toda a emoção q está presa em várias situações. Mas sei q é um caminho longo, pois quanto mais entro nesse passado mais emoções aparecem. Mas bora acolher, libertar e amar tudo q vivemos, mesmo q tenha causado tanta dor. Gratidão!

    • Bianca Fernandes

      Que você possa ter sempre lâmpadas acesas aí dentro para nos ajudar a acender as nossas! Gratidão por compartilhar!

    • Deborah Cristina Knabben Caron

      Amada, me emocionei a ler seu texto, tão lindo e profundo. Gratidão.❤🙏

    • Paula Dinarte

      Flavia, eu te amo! Eu sinto exatamente o mesmo medo.

    • Tha Zanarts

      Flavia, primeiramente vc é maravilhosa, e como é difícil a gente se enxergar como muitos podem ter a capacidade de nos perceber! Estou aqui no trabalho com vontade de chorar me sentindo louca por algumas questões que dizem respeito a aceitação e vc sempre vem e VRÁAA! kkk Sempre te acompanho. enfim, inúmeras coisas pra pensar, mas obrigada por se abrir afinal no fundo todo mundo passa por alguma coisinha chatinha interna e é difícil externalizar sem parecer infantil, afetado e etc…E vc sempre consegue colocar as palavras com honestidade! Hoje tive essa dificuldade e ao falar com uma pessoa a respeito de (resumindo) “fulana tratou o ganho de peso de ciclana praticamente como doença” e “o corpo não é uma propriedade pública, e as pessoas não deviam falar o que bem entendem sobre o corpo da outra principalmente de forma indelicada ou sexualizada quase toda hora” tive que ouvir que na real eu que tenho problemas com esse tipo de questionamento, que muitas pessoas nem se importariam e etc etc etc, vaidade, aparência, e toma essa na cara, lida com essa agora…rs sim, de fato eu tenho probleminhas mal resolvidos da adolescência SIM e etc, e nem todo mundo sabe, e acho q tenho a delicadeza de pensar que talvez o outro também tenha probleminhas de segurança e etc e me vigio para tomar cuidado com analises e sensos estéticos, mas sinto que toda hora que trato de um tema assim preciso tomar cuidado pra essa criança birrenta não sair e ter vontade de chorar e falar o que acha injusto na sociedade…tem temáticas que são difíceis e de fato não quero entrar em modo de defesa e de correção, mas as vezes essa criancinha deve aparecer e não percebo…por isso cada dia mais é “orai e vigiai” mas como controlar essa criança? desculpa a viagem/desabafo! rs Gratidão e bjooooo

    • Silvia bandeira da silva

      Estar fora do peso não é só estar fora de um padrão aceito.Dependendo da pessoa isso acarreta outras tantas frustrações cotidianas.Outro dia falei pro meu filho tenho que voltar aos exercícios urgentemente! Ao que ele respondeu: -Ué, quem sabe tu vira uma gordinha feliz. Rápida e prática retruquei: – De jeito nenhum. Isso significaria gastar com roupas, e eu tenho roupas para o resto da vida.kkkk As pessoas falam em aceitação, isso e aquilo. Mas é justamente pela não aceitação que consigo manter uma oscilação satisfatória de peso, sem grandes sacrifícios, e acima de tudo pq gosto de subir 4 andares com compras sem perder o fôlego. Gosto de me sentir bem comigo mesma.Se fosse uma preocupação com o que os outros pensam faria parte do pacote a vaidade nas unhas, no cabelo, nas roupas, maquiagem…e nada disso eu cultivo. As razões do boicote de fim de ano são sempre as mesmas.Não quero mais viver na cidade em que vivo e ainda não consegui sair daqui por conta da estabilidade profissional que tenho. Todo ano me odeio por isso.

    • Sergio AF

      Olá Flavia.
      Essa sua reflexão, me faz lembrar da minha. A algum tempo venho refletindo sobre a constância da vida. Nos desenhos animados em série, vemos o tempo passar, mas os personagens nunca mudam seus hábitos, status social e tudo que compõe as nossas vidas. Em uma observação rápida de todas as pessoas que conheço, poucas ou quase nenhuma teve uma mudança colossal em suas vidas, tanto nos aspectos positivos, quanto nos negativos, o que me faz pensar que somos personagens em um grande jogo, onde desempenhamos o nosso papel e nada do que fizermos poderá nos tirar do trilho em que fomos colocados. Não gosto desse modo de encarar a vida, mas quanto mais o tempo passa, mais me convenço de que as coisas são assim e não temos o que fazer.
      Abraços de um seguidor seu a mais ou menos 5 anos.

    • Helana

      Flávia, me identifiquei muito sua reflexão, principalmente no tocante à AINDA relacionar auto estima com peso. Tenho 33 anos e ainda não sou mãe, e aliás é um dos meus medos, o sobrepeso da gravidez. Fico esperando estar no peso ideial (e isso também passa longe das capas de revistas) pra engravidar, pois se já me sinto inadequada com esse peso de hoje, fico imaginando como será encarar um pós parto. Uma preocupação boba para muitos que só pensam em ter seus bebês nos braços, mas eu não consigo desassociar.

      Venho descobrindo recente na minha terapia a ligação dessa preocupação do meu peso com o pertencimento à família. As refeições sempre representaram lugar de vivência da família, e me sinto extremamente mal se falto, se deixo de almoçar na semana na minha mãe, sinto como se a estivesse abandonando, mesmo eu já sendo casada. E sou fruto de uma gravidez não planejada, mas que acabou conduzindo meus pais pra um casamento feliz, mesmo com as dificuldades iniciais. Acredito que meu comportamento de ser certinha, atender às expectativas deles, vem de uma culpa por ter “tirado” a juventude deles. Claro, estou com eles sempre por AMOR, mas tem alguns momentos que me sinto na OBRIGAÇÃO de ir, e às vezes me coloco em situações cheias de comidas que devo evitar, mas que visualizo uma criança ferida que não deixa eu evitar, preciso comer, preciso ser parte, preciso ser aceita.

      Entender tudo isso tem sido transformador e estou na busca dessa transformação dessas crenças dessa criança ferida em um adulto saudável, livre. Sua reflexão trouxe mais luz pra mim, obrigada por abrir seu medo… espero que minha partilha contribua com tua busca também!

    • Daniela Ramos

      Olá Flávia! Gratidão pela sua reflexão. Minhas questões são justamente ao contrário a falta de peso que fazia com que minha família ficasse o tempo todo envolvida comigo para me alimentar. Ainda hoje passo por isso. Mas o que mais me chamou atenção no seu texto foi a reflexão para o próximo ano. Que parte minha quer realmente mudar para alcançar os sonhos e desejo para o próximo ano? Gratidão por mais essa busca interna.

    • 🌼🌿🍃

      Que texto! Minha criança ferida se identifica com a sua. Gordinha all the way! kkk Mas hoje em dia, não tenho tanta neura como há pouco tempo atras. Fico mais em frente ao espelho, nua depois do banho, aprendendo a me ver com mais amor, carinho e aceitação. Cara, eu tenho dois braços, duas pernas, todos os dedos dos pés e mãos, meus orgãos funcionam perfeitamente, não tenho nenhum ferimento grave [só os arranhões das minhas 4 gatas espalhados pelo corpo, mas fora isso, tranquilo!]. ESTOU BEM! SOU SAUDÁVEL, E SIM, SOU LINDA!
      A beleza não é padrão imposto por sociedade alguma. Beleza é diversidade de formas e não a forma em si. Beleza é você saber aceitar como você é, com carinho. Não se cobrar e achar que você deveria ser de outro jeito. Beleza é você se amar, não importa como seja.
      Não sou mãe. Mas, por mais que seu corpo tenha mudado por ter se tornado mãe, creio que seja uma nova forma de reverenciar AINDA MAIS o corpo da Deusa. A Grande Mãe tem o corpo avantajado, quadris largos, seios mais fartos por ter amamentado seus milhares de filhos!
      Outro dia eu estava vendo como a textura da minha pele mudou. Estou prestes a completar 35 anos e percebo que com isso e meus novos fios de cabelos brancos que estão surgindo, estou mudando mais uma vez de forma. E se tem uma coisa que sempre admirei nessa vida, foi mulheres mais velhas, com suas peles mais flácidas e seus cabelos brancos passeando por aí. Tão lindas, tão sábias, poderosas! E a maioria nem sabem que são tudo isso que vejo!
      É incrível, não saber o poder e graciosidade que temos.
      Abramos os olhos dos nossos corações!

    • Edinanda Moura

      Grata por vc compartilhar sua vida e suas experiências conosco. bom, me identifico com sua criança interior, a minha é muito parecida,. E, embora, eu tenha consciência de que sou perfeita aos olhos de Deus e repita sempre que me amo e me perdoo por todo o meu passado, sempre que me olho no espelho e sorrio para mim, vejo meus defeitos e me julgo sempre, assim como as pessoas me julgam. E, por mais que eu discorde, acabo acreditando lááá no fundo em tudo e todos os defeitos que me apontam. Agora fez sentido para mim ser essa criança interior que me impede de ir além nos meus projetos, que só começo e nunca termino, sempre desisto. E agora estou no processo de desistência do meu programa de perda de peso. sempre adoeço quando estou perto de um resultado significativo e acredito que sejam doenças de cunho psicológico, pois sempre é o mesma coisa ou muito parecida. Com esse seu insight tive o meu também, e agora posso trabalhar melhor essa criança interior para curá-la de uma vez por todas. Enorme gratidão

    • Joselita

      A gente se sente bem mais segura em saber que não está sozinha nessa busca. De fato, complicamos e nos sabotamos com tanta facilidade, que é mesmo espantoso. E, na maioria das vezes, por medo de chegar naquela situação tão esperada, que é aquela para a qual somos destinados, mas passamos a vida direcionando nossas energias em construir muros…

    • Elaine Matos

      Agora dá para entender porque ainda tenho tanto medo da vida lá fora!

    • Érika Corrêa

      Só uma coisa a dizer UAUUU!! Você é iluminada!

    • Neuza Frasson

      UAU!!! Relacionar a criança ferida à mente, foi incrível. Acabei de achar a minha criança ferida, que sempre busquei. Esteve sempre à vista, apenas não conseguia identificar. Parabéns pelo insight! Acho que agora conseguirei entrar no caminho de cura dela. Maravilhoso!!! Gratidão!!!

    • Berenice Palma Ribeiro

      Bom dia Flavia Melissa e demais “Crianças Lindas” . Que bom poder participar gratidão. Então por vezes os desafios podem fazer com que nossa criança se sinta ferida, insegura, triste etc. Sua reflexão ajuda a estar sempre atenta para esse resgatar incondicional e com muito AMOR. Gratidão pelo alerta pode parecer simples mas acontece muito e precisamos ficar ligados. Forte abraço!!

    • Maria Alice

      Flávia, não tenho dúvida alguma que conviver com a insatisfação dos quilinhos a mais faz parte de algum processo que vc precisa passar. Mas tenho certeza que na hora certa vc vai conseguir se livrar do excesso, pois vc já é uma pessoa leve de alma e mega iluminada. Tenho certeza que logo logo
      vc estará comemorando mais essa conquista. Torcendo por vc, assim como vc torce por todos nós!!!! Beijo carinhoso, Maice

    • Maria Fernanda

      Ainda sem palavras para descrever esse texto… Vou divulgar a todos que puder, pois algo assim precisa ser compartilhado. Muitos insights… Fantástico. Acho que esse foi o seu texto que mais me tocou até hoje Flávia, em 3 anos…

    • Maria Cecilia

      Excelente reflexão… Fazer as pazes com quem somos em nossa jornada é o que nos faz sermos melhores… Agradeço muito a sua colocação. Tenho deixado algumas “tralhas” pelo caminho, mas sinto-me muito melhor a partir do momento que entrei em profundo contato com minha “criança interior… ferida em alguns momentos, envergonhada em outros, feliz em outros, mas estou aprendendo a andar de mãos dadas e consulta-la em minha jornada. Temos tido bons papos…. e saiba que além da terapia, as suas colocações sempre ajudam….

    • Márcia

      Texto maravilhoso e fez muito sentido para mim…minha criança ferida tem medo do desconforto… de sair zona segura… minha mente adulta sabe onde quer chegar mas a criança treme em pensar sair da zona de conforto… medo do inseguro do desconhecido… gratidão Flávia

    • marcia

      Exatamente hoje a tarde estava pensando sobre isso …vinte anos luto com a balança …e quando estou indo bem ,algo me diz pra não continuar …quero comer e daí engordo novamente.Hoje a tarde mesmo disse que queria me matar ….e dificil viver assim.

    • Adriana Miranda

      Flávia amada do meu coração, uma vez mais palavras plenas de amor e verdade ! Há 5 anos você me despertou, tempo em que sua criança de luz veio tirar a minha criança da escuridão …. e claro as vezes ela quer voltar para o escuro !!! Tenho feito algumas reuniões, chamo para sentar os 4 : consciente, inconsciente ego, superego e o meu Eu superior coordena a discussão, sai cada pau juvenal !!! e agora a criança ferida vai ser convocada também, Gratidão !!! Eu ri muito com meu terapêuta pois ele disse que essa reunião já estava descrita na literatura kkkk e eu toda toda achando que eu tinha inventado isso. Mas o fato é que tem funcionado para as minhas resistências e sabotagens !! Linda do meu coração no que depender de mim todos os seus sonhos já estão realizados, tenho certeza que a sua experiencia com o seu peso está muito perto de ser harmonizada na sua percepção: Eu sinto muito … Me perdõe …. Eu te amo…. Sou grata !! Abraços de luz !
      com amor
      Adriana

    • Andressa Torelli

      Flávia, ao começar a ler tudo estava meio confuso, mas a cada frase tudo ia ficando mais claro.
      Como eu me identifiquei.
      Você me ajudou a reconhecer uma ferida que mora dentro de mim, e para ser sincera, eu já havia notado, mas havia enviado para baixo do tapete.
      Gratidão pelas lentes de contato emprestada.
      Gratidão por deixar a sua ‘vergonha’ de lado, para levar amor a tantas pessoa.
      Muita luz para ti.
      Grande beijo

    • Débora de Lima Marreiro

      Adorei! Fez muito sentido pra mim. O professor Adalberto Barreto fala que devemos conversar com a nossa criança e explicar que não revisamos mais ter medo e nem usar as mesmas estratégias, porque já somos grandes… Adultos.
      Acho que é exatamente isso, identificar em qual momento quem está no comando de nossas palavras, pensamentos e ações é a nossa criança assustada e insegura. Só assim, assumiremos o controle de nossa vida.
      Muito obrigada pelo texto e parabéns pela coragem em compartilhar suas descobertas.

    • Rosa da Fonseca

      Flavia Melissa, você já fez Constelação Familiar Sistêmica de Bert Hellinger? Se não fez, acredito que vale a pena fazer.

    • Rose Meire Passos

      Flavia Melissa, Melissa como uma linda flor que és, obrigada por cada texto, vídeo, stories, etc… eu tenho muito o que melhorar como ser humano, e você é uns dos meus ideais de pessoa, extremamente do bem e se superando a cada dia, parabéns e torcemos para que consigas tudo que desejas!!!!!!! Gratidão

    • Polyanna Zimmer

      Caramba, acabei de ler o texto e a sensação: primeiramente nó na garganta, segundo “caralho agora muita coisa fez sentido”, terceiro “ta na hora de olhar pra sua criança novamente Poly”. Esse ano aprendi muito sobre isso através do Desafio da Libertação que participei, eu nunca havia entrado em tanto contato dentro de mim como esse ano… Mas como todo movimento natural do Universo, eu expandi minha vida espiritual, mas depois de um tempo retraí todo meu desenvolvimento novamente e estava realmente me sentindo desconectada. Hoje algo mudou e encaixou novamente e eu me senti pegando minha criança interior no colo e acordando ela, como se ela estivesse “hibernando” por um tempo, e que eu sentisse que agora é o momento exato de trazer ela a tona e desperta… E a agora finalizando essas palavras, sensação: alívio por me reencontrar, gratidão por te encontrar nesse caminho de luz chamado Terra, amor transbordando e empolgação por de novo conseguir acessar a mim mesma. Tudo está certo, no momento certo. No aqui e no agora! <3

    • Patricia gonçalves

      Meu Deus nunca tinha pensado nisso… a verdade é essa mesmo, fazemos tantas promessas pra o ano novo e no final vemos que estmos no mesmo lugar por medo do que é novo e tambem por carregar sentimentos negativos passados que nos impedem de prosseguir… aqui e agora é o que mais importa… gratidão Flavia voce é linda e abençoada por Deus..

    • Matheus

      Mais uma ótima reflexão, Flávia, e que nessa época de fim de ano, faz mais sentido ainda

    • Tatiani Toledo

      Pausa para as lágrimas em meus olhos… tanto sentido, tanto sentido… gratidão… sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grata!

    • Valdirene Alves Vieira

      Gratidão! Tipo… me identifico, faz todo o sentido.